CatNap e Smiling Critters — a história completa das experiências

Introdução

A linha Smiling Critters chegou às prateleiras da Playtime Co. no final da década de 1980. Oito bichinhos coloridos com sorrisos de orelha a orelha, pelinhos macios e barriginhas perfumadas prometiam tranquilidade aos pais e alegria às crianças. Um gatinho com aroma de lavanda, que embalava os pequenos antes de dormir. Um cachorro abanando alegremente o rabo. Uma ursinha com um coraçãozinho que exalava aroma de rosas. Foi uma jogada de marketing genial. Mas, como tudo na fábrica, os Smiling Critters tinham um lado oculto.

Por trás daquela aparência fofinha não se escondia apenas uma linha de brinquedos. Era um sistema bem elaborado de experimentos de controle mental, liderado pelo Dr. Harley Sawyer. Cada bichinho desempenhava sua função. E um deles — o gato roxo CatNap — tornou-se o braço direito do Protótipo e o principal antagonista de todo o capítulo. Neste artigo, contaremos a história completa de CatNap e de todos os seus amigos: dos comerciais aos finais trágicos.


A criação da Smiling Critters: muito mais do que apenas brinquedos

O catálogo oficial da Playtime Co. de 1989 descreve os Smiling Critters como oito amiguinhos fofinhos que ajudarão seu filho a lidar com qualquer tipo de emoção. Cada personagem tinha sua personalidade, sua cor, seu aroma e sua finalidade terapêutica. Sugeria-se aos pais que comprassem o conjunto completo para que a criança pudesse escolher o brinquedo de acordo com seu humor.

Mas, paralelamente às vendas no varejo, foi lançado um programa de testes dentro da fábrica. O Dr. Sawyer, chefe da iniciativa “Corpos Grandes”, viu potencial no Smiling Critters. Se um brinquedo pode influenciar as emoções de uma criança, por que não intensificar essa influência? Por que não criar um brinquedo que, literalmente, acalme a ansiedade? Ou, ao contrário, que acalme a própria criança?

Oito órfãos, adotados por meio do programa da Playtime Co., serviram de base para a criação das versões vivas dos Smiling Critters. Ao contrário de experiências anteriores, como o Huggie Wuggie, aqui o foco não estava na força física, mas no impacto psicológico. Cada animalzinho recebeu um “gás” aromático exclusivo, que era exalado de seu corpo. Era um subproduto do Poppy-gel, transformado em forma volátil. Assim começou a história do Experimento 1188 e de seus companheiros.

Pôster publicitário Smiling Critters: oito bichinhos sorridentes em um estilo vintage vibrante dos anos 1980 com o logotipo da Playtime Co.
“Seu amigo peludo está esperando!” Era assim que se apresentava o anúncio da Smiling Critters em 1989. Ninguém sabia o que se escondia por trás dos sorrisos.

CatNap (Experimento 1188): O Sacerdote do Protótipo

O carro-chefe da Smiling Critters era o CatNap — um gato roxo com olhos amarelos, pálpebras semicerradas e um sorriso eterno e um tanto assustador. Sua barriga era decorada com a imagem da lua, e seu aroma característico era de lavanda. Na propaganda, ele era apresentado como o amigo ideal para dormir: embalava as crianças, ronronava canções de ninar e enchia o quarto com um aroma calmante.

Mas o verdadeiro CatNap estava longe dessa imagem. O Experimento 1188, criado a partir de uma criança humana, possuía a capacidade de liberar, não lavanda, mas um poderoso gás sedativo de cor vermelha. Esse gás, chamado de Fumo Vermelho, era um derivado do Poppy-gel e causava alucinações e paralisia na vítima. Era exatamente ele que era usado para acalmar experimentos violentos e reeducar funcionários desobedientes.

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CatNap era fanaticamente dedicado ao Protótipo. Ao contrário de outros experimentos, que se submetiam por medo ou por obrigação, ele via no Experimento 1006 uma divindade. Em seu quarto — um pequeno cubículo nas entranhas da fábrica — havia um verdadeiro altar: desenhos infantis do Protótipo, velas, flores. CatNap cuidava de seu “dono”, trazia-lhe presentes e considerava que a ligação entre eles era uma amizade. O Protótipo, por sua vez, simplesmente o usava como um guarda de confiança e um distribuidor de gás.

CatNap em tamanho real, um gato roxo de olhos amarelos, com jatos de gás vermelho saindo de sua boca e de seu pelo; ele está em pé diante de um altar com desenhos do Protótipo.
«Servo do Protótipo». O Experimento 1188 não era apenas um monstro — ele acreditava estar a servir um ser superior.

Capítulo 3: O Reino do Gato

No terceiro capítulo de Poppy Playtime — Deep Sleep —, o protagonista acaba em um orfanato abandonado ao lado da fábrica, que está totalmente sob o controle de CatNap. Todos os locais aqui estão impregnados com o gás dele: a sala das papoulas, os túneis, a Casa dos Jogos. O próprio gato quase não aparece no início, mas sua presença é sentida em toda parte — na névoa vermelha, nas inscrições nas paredes, nos desenhos que retratam uma figura alta com braços longos.

CatNap caça o jogador de forma metódica. Ele não se limita a matar — ele brinca. Ora se faz de estátua, ora desliza pelas sombras, ora provoca pesadelos com a ajuda de gás. Cada encontro com ele é uma batalha não tanto física, mas psicológica.

O clímax do capítulo é um confronto direto. O protagonista usa armadilhas elétricas para incendiar o gás que enche a sala. CatNap, tomado pelas chamas, solta um grito de partir o coração. Seu corpo é reduzido a cinzas. Mas, antes de morrer, ele estende a pata em direção ao altar do Protótipo — como se esperasse que o deus o salvasse. O deus não aparece.

O CatNap em chamas estende a pata em direção ao altar do Protótipo; a sala está repleta de fumaça vermelha e chamas, com sombras nas paredes.
“Por que você não me salvou?” O último gesto de CatNap: mesmo na morte, ele acreditava que o Protótipo viria.

DogDay (Experimento 1187): O líder da resistência

O buldogue laranja DogDay é o oposto total do CatNap. No anúncio, ele era descrito como um amigo enérgico e leal, que sempre estará ao seu lado. E essa característica se manteve de forma surpreendente em sua versão experimental.

DogDay, conhecido como Experimento 1187, não se submeteu ao Protótipo. Em vez disso, ele liderou a resistência — o grupo Smiling Critters, que tentava fugir ou encontrar uma maneira de deter a loucura. A revolta foi brutalmente reprimida. CatNap puniu pessoalmente os traidores. DogDay foi capturado, mutilado e jogado no bloco de prisões, onde seu corpo foi lentamente devorado por pequenas imitações dos Smiling Critters — os chamados Critter Toys.

Quando o protagonista o encontra no Capítulo 3, DogDay apresenta uma visão aterrorizante: a parte inferior do corpo está faltando, ele está acorrentado à parede e monstros minúsculos com sorrisos rastejam por ele. Apesar disso, DogDay mantém a sanidade. Ele avisa o jogador sobre o perigo, pede para deter CatNap e, se o jogador não conseguir, morre de forma agonizante, sendo devorado pelos Critter Toys. Esse é um dos momentos mais assustadores e, ao mesmo tempo, comoventes de toda a série.

DogDay, mutilado, está acorrentado à parede do bloco da prisão, com o corpo coberto de pequenos monstros Critter Toys.
“Ainda estou aqui”. Apesar de tudo, DogDay não desistiu e ajudou o jogador, mesmo que isso lhe custasse a vida.

Os demais Smiling Critters: Destinos e números das experiências

Todos os oito personagens da série se tornaram experiências. Seus números exatos variam de acordo com as fontes, mas, segundo os dados mais consistentes da história:

NomeNúmero do experimentoFunção / CaracterísticaO destino
CatNap1188Gás soporífero vermelho, servo do ProtótipoDestruído no Capítulo 3
DogDay1187Líder da resistência, amigo lealMutilado, morre por causa da Critter Toys
Bobby BearHug1183A Ursa Maior com um coração, aroma rosado, a “mãe” do grupoProvavelmente destruída durante a repressão da revolta
CraftyCorn1185O unicórnio branco, uma artista, era responsável pela criatividade e pela imaginaçãoDesconhecida; provavelmente faleceu
Bubba Bubbaphant1184O Elefante Azul, o “cérebro” do grupo, adorava enigmas e quebra-cabeçasDesconhecida
KickinChicken1186O pintinho amarelo, atlético e cheio de energiaDesconhecida; talvez tenha morrido em combate
Hoppy Hopscotch1182Coelhinha verde, inquieta e velozDesconhecida
PickyPiggy1181Porquinho rosa, um verdadeiro gourmet, mas exigente com a comidaDesconhecida

No jogo, eles aparecem na forma de recortes de papelão ou como miniaturas dos monstros Critter Toys — deformados, famintos e implacáveis. Isso é tudo o que restou de um grupo outrora alegre. Suas almas, aprisionadas em corpos deformados, servem como um lembrete eterno do que o Pop-Gel faz com aqueles que não passaram nos testes.


A conexão com a Hora da Alegria e o Protótipo

Os Smiling Critters desempenharam um papel fundamental nos acontecimentos da Hora da Alegria — a revolta dos experimentos liderada pelo Protótipo. CatNap fornecia aos rebeldes o Fumo Vermelho, que paralisava os guardas e o pessoal. DogDay tentou salvar aqueles que não queriam participar do massacre. Os demais Critters se dividiram: parte seguiu CatNap, parte — DogDay.

Essa divisão foi fatal. O Protótipo não precisava de aliados com vontade própria. Ele usou o CatNap como arma e, quando não precisou mais dele, o abandonou. Exatamente como no final do Capítulo 3, quando o gato em chamas implorava por ajuda, e o deus nem sequer apareceu.


Tabela de experiências do Smiling Critters

ExperimentoNomeCorFunção do gás / CaracterísticaStatus no Capítulo 5
1188CatNapRoxoGás vermelho sedativoDestruído
1187DogDayLaranjaLiderança, um aroma revigorante?Morto (absorvido)
1183Bobby BearHugVermelhoGás hilariante rosa, maternidadePresume-se que esteja morta
1185CraftyCornBrancoGás criativo, que estimula a imaginaçãoDesconhecida
1184Bubba BubbaphantAzulGás analítico que melhora a memóriaDesconhecido
1186KickinChickenAmareloGás energético que aumenta a energiaDesconhecido
1182Hoppy HopscotchVerdeEstimulador de velocidade e agilidadeDesconhecida
1181PickyPiggyRosaGás que afeta o apetite e o paladarDesconhecida
Um corredor escuro com luz vermelha, nas paredes retratos distorcidos dos Smiling Critters, e figuras de papelão penduradas no teto.
“Aqui havia amigos”. Tudo o que restou dos Smiling Critters nas profundezas da fábrica são caixas de papelão vazias e sombras.

PERGUNTAS FREQUENTES

Pergunta 1: Quantos Smiling Critters existem no total?
A linha conta com oito personagens: CatNap, DogDay, Bobby BearHug, CraftyCorn, Bubba Bubbaphant, KickinChicken, Hoppy Hopscotch e PickyPiggy.

Pergunta 2: CatNap é um gato ou uma gata?
Segundo o Lore, CatNap é um gato. Em inglês, ele é tratado como “ele”. Trata-se de um macho, que já foi uma criança do sexo masculino.

Pergunta 3: Por que o CatNap serviu de protótipo?
Ele via o Experimento 1006 como uma divindade. Quando criança, ele provavelmente se sentia solitário e precisava de alguém que o protegesse. O Protótipo se aproveitou desse trauma psicológico.

Pergunta 4: O DogDay ainda existe?
Não. No Capítulo 3, ele morre, devorado pelos Critter Toys. No entanto, seu papel na história como líder da resistência é muito importante.

Pergunta 5: O que são os Critter Toys?
São versões minúsculas e agressivas dos Smiling Critters, que pululam pelo bloco da prisão. Elas são o resultado de experiências fracassadas ou da decomposição dos corpos originais.

Pergunta 6: Os Smiling Critters vão aparecer nos próximos capítulos?
Diretamente — dificilmente. Mas suas sombras estão presentes em cada capítulo. Talvez surjam novos Critters, criados seguindo o mesmo princípio.

Pergunta 7: O CatNap tem cheiro de lavanda?
Na propaganda — sim. Mas seu verdadeiro cheiro é o aroma químico do Fumo Vermelho, que mais provoca sufocamento e alucinações.

Pergunta 8: Quem criou o Smiling Critters?
O departamento de marketing da Playtime Co., mas a versão experimental foi supervisionada pessoalmente pelo Dr. Harley Sawyer.


Conclusão

Smiling Critters é o capítulo mais trágico da história da Playtime Co. Por trás das cores vivas e dos sorrisos escondem-se almas infantis mutiladas, e por trás do gás inofensivo — uma arma de destruição em massa. CatNap, um sacerdote fanático, e DogDay, um líder indomável, tornaram-se os dois pólos de uma mesma tragédia. Seus amigos, cujos nomes vemos apenas nos cartazes, desapareceram, deixando para trás apenas monstros famintos.

Da próxima vez que você vir um anúncio da Smiling Critters, lembre-se: cada brinquedo daquela fábrica já foi um ser vivo. E cada sorriso é um grito congelado para sempre.

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